14 setembro 2016

vaidade I

Tolamente disse eu:
Eis que sairei
pelo mundo, provarei
das delícias, gozarei
das alegrias e farei
tudo quanto deseja meu coração.

Nos meus campos plantarei
jardins e vinhas, segarei
seus frutos e beberei
de sua doçura com paixão.

De nada me privarei,
das benesses da terra,
nem jamais negarei a
meu coração alegrias tais

Mas eis que ao fim
de uma vida assim vivida
ao despertar, sem esperança
e me encontrar perdida,
sem sabedoria real...
Óh! Aflição sem igual!
Tudo é vaidade.

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