19 agosto 2016

súplica à minha alma

Alma minha, tu que tens
chorado as tuas dores
e visto desfalecer
teu viço em labores
e passastes a assistir
a vida em letargia
sem forças pra sorrir,
aflita, em agonia.
Tu que choras com temor
até decair-me a face,
contorcida pela dor,
clamas alívio, dessarte

tú, ó alma minha,
não te esqueças,
nem por um segundo,
do lugar da tua prostração.
Não te esqueças,
por todo horror do mundo,
d'onde vem tua salvação.

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