22 agosto 2016

quem és?

Quem é o homem?
Que nasce e perde-se,
como vapor d'água
desvanece-se?
Que se consome e,
em sua sorte,
caído, lançado foi
à morte?
Ó! Desventurado!
A tal cruel destino
fostes fadado,
por tuas próprias obras,
culpado!
Somos nada.

Quem és?
Que sobre mortos lanças,
de sobre o alto, a luz,
que fiel esperança,
perene, em nós produz?
Que alumia a lida
E a envolve em esplendor.
E com graça dá a vida
aos alvos do seu amor?

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